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Não gostei do curso da faculdade! E agora?

Oi pessoal, algo muito comum é as pessoas escolherem um curso na faculdade e não gostar, muitas vezes já está no meio ou ainda no começo e vem o questionamento: “O que eu faço, se eu não estou gostando?” Não é mesmo? Eu particularmente tive muitas dúvidas durante o meu curso de Turismo na faculdade, momentos que eu amava, momentos que eu achava que não era para mim. Eu conheci várias pessoas que desistiram do curso que faziam, começaram a fazer outro…dezessete anos para escolher o que quer fazer para o resto da vida, é um pouco cedo demais, não é? E ainda há os conselhos errados…Uma pessoa ama cozinhar para a família e amigos, e já vem um tio dizendo que deveria estudar “Gastronomia” por exemplo. Algo bem diferente é cozinhar em uma cozinha profissional, aguentar pressão, demandas, pedidos um atrás do outro, o calor da cozinha…são coisas distintas. Acredito que muitas pessoas começam a faculdade, com expectativas e sonhos e se deparam com algo bem diferente durante o curso, por isso a frustração e quando a pessoa percebeu que escolheu o curso errado, fica a dúvida, mudar de curso ou seguir adiante? Eu trouxe uma amiga de anos, e tem uma carreira brilhante hoje em dia, está super feliz profissionalmente, e essa situação aconteceu com ela. Percebeu que não gostou do curso da faculdade de Direito no meio da graduação, mas não desistiu, e contornou a situação. Vamos ler o relato? Quem sabe possa ser uma luz para você que anda indeciso. Muito obrigada de coração Michelle, pela participação aqui no Blog!

Reprodução: Instagram

” Todo mundo se surpreende quando conto que sou formada em Direito. Isso porque trabalho com Marketing há dez anos, ou seja, desde que saí da faculdade. Quando eu estava no terceiro ano me desencantei com o curso, mas não tive coragem de desistir. Vesti a camiseta de advogada, mas soube desde sempre que o meu negócio não era a vida de concurseira (e nem de concursada). Então, resolvi que ia perseguir a carreira executiva como advogada de uma empresa, preferencialmente multinacional, já que sempre adorei línguas estrangeiras. Fui aprovada no programa de trainee de uma empresa irlandesa, e fiz o tradicional job rotation: momento em que você tem a oportunidade de transitar por todos os departamentos, e desenvolver projetos em cada um deles.

Eis que no caminho havia a unidade de Marketing. Não uma pedra, mas o Marketing. Todo glamouroso e cheio de interações com o time global, além de um povo mais descolado. Em poucas palavras, juntei a oportunidade que a empresa me deu de começar uma carreira nova sem experiência nenhuma, com a coragem (agora não podia falhar) de abandonar o Direito em busca de algo que para mim tivesse mais significado, e isso me levou até onde estou hoje. Corri atrás de formação acadêmica com cursos de extensão e MBAs, aprendi a maior parte na prática mesmo, e hoje dou palestras e atuo como porta-voz no tema “Qualidade de dados” dentro de Marketing.

A moral da história é que nem sempre a gente sabe o que quer na hora de iniciar uma faculdade. Na verdade, na maioria das vezes, não sabe! Ainda mais quem começa aos dezessete anos, como eu comecei. Por isso recomendo fortemente esses três passos e, se mesmo assim “errar” tudo bem! Sempre é tempo de corrigir a rota e buscar algo que realmente te faça feliz, e se possível, de quebra, faça a diferença na vida das pessoas!

1- Valorize esse dilema: Vivemos em um país com 11,8 milhões de analfabetos (correspondente a 7,2% da população com 15 anos ou mais, de acordo com o IBGE), em que apenas 14% da população tem ensino superior. Você está prestes a fazer parte desse seleto e pequeno percentual, então aproveite essa oportunidade!

2- Conecte-se com o seu coração: O que te faz feliz? Qual a sua missão? Qual o seu propósito nesse mundo? Conectar aquilo que você faz com amor, com algo que você realmente tem aptidão e habilidade é a chave do sucesso, e muita gente nunca chega nesse “santo graal”! Você pode amar animais, mas se desmaia ao ver sangue, não dá para ser veterinário, não é?

3- Faça um (bom) teste vocacional: Um teste como esse ajuda a mensurar habilidades e direcionar você para alguns cursos que podem ter mais o seu perfil. Isso pode evitar mudanças de rota no futuro.

E você? O que você sonha em ser quando crescer? Bailarina e veterinária? Bombeiro e cantor? Médica? Advogada? Todo mundo que tem o privilégio de estudar e ter pais, ou qualquer pessoa próxima que incentive a evolução para o ensino superior passa por esse dilema, em geral quando está nos últimos anos do Ensino Médio. É o momento em que começamos a tentar relacionar nossas habilidades e gostos com algo que possa se tornar uma profissão.

E não é algo simples né? Muitos de nós crescem com paradigmas, expectativas altíssimas, por vezes alguma profissão ou um negócio tradicional na família, para dar continuidade…Alguns já exercem um tipo de trabalho, outros tem uma aspiração ligada a um ídolo ou qualquer pessoa que admire muito…A verdade é que esse momento é confuso e exige de nós uma decisão que pode perdurar pelo resto da vida”.

A @carneiroviajante é Gerente de Produtos para Marketing, lidera uma equipe multidisciplinar em busca das melhores soluções para clientes dos mais diversos segmentos, e nas horas vagas compartilha dicas e fotos dos mais diferentes lugares do mundo, que já conheceu, do Rio de Janeiro ao Deserto do Saara, fazendo aquilo que mais gosta: viajar.

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